domingo, 26 de junho de 2011
O Verdadeiro Eu
Deve haver uma entrega real do eu. Você precisa jogá-lo fora, por assim dizer, “cegamente”. Cristo lhe oferecerá uma personalidade de verdade, mas você não deve procurá-lo só por isso. Se a sua personalidade verdadeira é o que importa, então é bem pouco provável que voce procure a Cristo. O primeiro passo nessa direção é tentar esquecer o seu eu de uma vez por todas. O seu verdadeiro eu (que é de Cristo e tambem seu, sendo seu justamente por ser de Cristo) não surgirá enquanto você estiver procurando por ele. Surgirá quando você procurar por Cristo. Isso lhe soa estranho?
O mesmo princípio se aplica as coisas do cotidiano. Até na vida social você jamais passará uma boa impressão as pessoas, enquanto não parar e pensar sobre o tipo de impressão que está passando. O mesmo se aplica a literatura e a arte; ninguém que se preocupa em ser original será capaz de ser realmente original; se você simplismente se empenhar em dizer a verdade (sem dar a mínima para a quantidade de vezes que ela já tenha sido dita) , em noventa por cento dos casos você se tornará original, sem ter se dado conta disso. Esse princípio perpassa a vida toda, de alto a baixo. Abra a mão de si mesmo e descobrirá o seu verdadeiro eu. Perca a sua vida e você a salvará. Submeta-se a morte, a mortificação das suas ambições e do seus desejos favoritos todos os dias e a morte do seu corpo no final; submeta-se com todo o seu ser, e achará a vida eterna. Não retenha nada. Nada do que você não entregar será realmente seu. Nada que não tenha morrido em você poderá ressuscitar dos mortos.
Se você continuar buscando a si mesmo, ao longo do caminho, só achará ódio, solidão, desespero, fúria, ruína e decadência. Porém, se você buscar a Cristo, certamente o encontrará e com ele as demais coisas acrescentadas.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A Insônia de Jesus é Importante para Nós
Quando os discípulos gritaram ao enfrentar uma tempestade, Jesus dormia (Marcos 4.37-38). Quando Jesus gritou ao enfrentar a Cruz, os discípulos dormiam. (Marcos 14.37,41)
Por que Jesus dormia tão calmamente durante o perigo de uma tempestade no mar, mas ficou a noite toda acordado no Monte das Oliveiras antes de sua prisão, chorando de angústia? Por que os discípulos estavam aterrorizados com o navio quase naufragando no Mar da Galileia, mas caíram de sono enquanto estava pra acontecer a mais terrível conspiração da humanidade?
Pedro, Tiago e João repreenderam Jesus por dormir no barco: “Mestre, não te importas que morramos?” (Marcos 4.38) Jesus os repreende por dormirem enquanto ele orava esperando a Cruz: “não podes vigiar nem por uma hora?” (Marcos 14.37)
Jesus não é do tipo ansioso. Ele nos diz: lembrem-se, não sejam ansiosos por nada, não se preocupem com o amanhã (Mateus 6.25-34). Então por que ele passou a noite toda acordado “e começou a ficar aflito e angustiado”? (Marcos 14.33). Na tempestade, Jesus rejeita o terror dos discípulos somente com um movimento de suas mãos. No Monte das Oliveiras, ele bradou com grande clamor e lágrimas (Hebreus 5.7) até que seus vasos sanguíneos de seu rosto explodiram.
Isso é porque Jesus sabia o que temer. Jesus sabia que não precisava ter medo daquele que pode matar seu corpo, mas sim de quem pode lançar corpo e alma no inferno (Mt 10:28). Jesus não teme cair em águas profundas que podem ser silenciadas por sua voz. Mas ele sabe que o terrível é cair nas mãos do Deus Vivo.
O perigo não mantém Jesus acordado, mas sim, o julgamento divino.
Os discípulos são justamente o oposto, e temo que eu também seja. Eles estão preocupados com coisas relativamente insignificantes, coisas que só precisam ser entregues ao cuidado de Jesus. Mas eles se esquecem que a cruz pende sobre o mundo amaldiçoado deles e dentro deles.
Eu perco o sono por conta das coisas com que Jesus me fala que não preciso me preocupar, como: minha vida, meus bens, meu futuro. Nada disso é obra do Espírito. Por que é mais fácil me preocupar com os compromissos da próxima semana, e perder o sono por isto, mais do que com momentos de julgamento? Por que estou mais preocupado com a forma como meus amigos julgam minhas ações do que com o julgamento do Tribunal de Cristo?
O Espírito de Jesus une-nos a ele em sua angústia no Getsêmani. Nós gememos com ele na revelação dos filhos de Deus, na ressurreição da morte (Romanos 8.23-27). Nós, como ele, por meio do Espírito, estamos certos da cruz que devemos carregar. E, por tudo isso, choramos com ele: “Aba, Pai!” (Marcos 14.36; Romanos 8.15)
Na próxima vez em que você se encontrar sem sono por suas preocupações, pergunte a si mesmo se você está no Mar da Galileia ou no Getsêmani. Pergunte se você está assim por enfraquecimento da carne ou pelo despertar do Espírito.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
É mais fácil chorar com os que choram, do que se alegrar com os que se alegram
"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade." 1 João 4: 7-8
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